Postado em terça-feira, 2 de janeiro de 2018 às 10:10

Atlético precisou de nove anos, 26 laterais e 11 improvisados para superar saída de Cicinho e ter segurança com Marcos Rocha

 

 O Atlético lutou muitos anos, mais exatamente nove, para encontrar um lateral-direito que deixasse diretoria, comissão técnica, jogadores e torcedores seguros. Desde que Cicinho pediu rescisão contratual na justiça, no fim de 2003, o Galo procurou muito (foram 26 laterais e 11 atletas improvisados) até Marcos Rocha se tornar a solução para a função em campo. Depois de seis temporadas como titular absoluto, o atleta da posição com mais jogos na história do clube alvinegro vai jogar no Palmeiras. Ele foi emprestado por um ano e disse que a saída é um ‘até logo’, prometendo voltar. O time mineiro espera ter menos trabalho para encontrar uma solução.

Cicinho acertou a saída do Atlético no fim de 2003. Com salários atrasados, pediu rescisão contratual na justiça e foi atendido. No ano seguinte, foi para o São Paulo e ganhou projeção para disputar Copa do Mundo e jogar em grandes europeus como Real Madrid e Roma. A última partida dele no Galo foi no dia 9 de novembro daquele ano, quando o clube alvinegro perdeu por 2 a 1 para o Internacional, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro.

Foram sete gols em 96 jogos de Cicinho com a camisa do Atlético. Revelado nas categorias de base do clube, chegou ao profissional em 2001. No ano seguinte, atuou por empréstimo no Botafogo. Retornou a Belo Horizonte em 2003, ano em que atingiu o ápice da passagem pelo Alvinegro.

O substituto imediato de Cicinho era Alex, que jogou pelo Galo até 2005. Além dele, outros sete jogadores passaram pela lateral direita do Atlético em 2004, ano em que o time só escapou do rebaixamento na última rodada: Carlinhos, Ivonaldo, Alessandro, Rodrigo Dias, e os improvisados Márcio Araújo, Walker e Zé Antônio.

Para achar a solução em 2012, vários jogadores foram testados, inclusive o próprio Marcos Rocha, que foi titular em várias partidas em 2009, mas foi emprestado em 2010 e 2011 para ganhar experiência. Entre os utilizados estavam os experientes Evanílson, Luisinho Neto, Coelho, César Prates e Élder Granja. Jovens com potencial de crescimento também não tiveram sucesso no clube, casos de George Lucas, Edílson, Amaral e Mariano.

O clube tentou achar a solução nas categorias de base. Além de Ivonaldo, Rodrigo Dias, Márcio Araújo, Zé Antônio e Marcos Rocha, já citados acima, Sheslon, Felipe Cordeiro e Roger foram testados, mas nenhum conseguiu acabar com a dor de cabeça alvinegra.

Foi preciso, muitas vezes, improvisar. Foram 11, no total: o zagueiro Werley, os volantes, Márcio Araújo, Walker, Zê Antônio, Tony, Serginho e Carlos Alberto, os meias Gerson, Jackson, Bernard e o atacante Mancini.

Destes, quem mais se destacou foi Coelho. Apesar de não ter sido unanimidade, foi titular do clube em sua primeira passagem, entre 2007 (com um retorno ao Corinthians, que pediu sua volta até meados de fevereiro) e 2008, marcou gols e conseguiu certa regularidade. Ele deixou o Atlético na metade de 2008, emprestado pelo clube paulista (dono de seus direitos) ao Bologna. Um ano após assinar com os italianos, voltou para o Galo e ficou por mais uma temporada, desta vez com pouco destaque.

Marcos Rocha subiu para o elenco profissional do Atlético em 2008, mas logo foi emprestado ao Uberlândia. No ano seguinte, estreou pelo Galo, quando o time ainda era dirigido por Emerson Leão. Na ocasião, o clube alvinegro derrotou o Social por 1 a 0, em jogo disputado no Ipatingão.

Em 2010, o lateral-direito foi emprestado para a Ponte Preta. Na temporada seguinte, foi a vez de Rocha defender o América - clube pelo qual se destacou. A ascensão do jogador foi concretizada em 2012, quando ele assumiu a titularidade no Atlético. E de lá não saiu mais. Entre 2009 e 2017, foram 306 partidas com a camisa alvinegra, número recorde entre os jogadores da posição no clube.

Veja, no fim do texto, uma galeria com todos os laterais que passaram pelo Atlético no período de saída de Cicinho até Marcos Rocha se tornar unanimidade no clube.

Nova era

Quem tem a missão de não deixar o Atlético um longo período sem um lateral-direito de confiança é Samuel Xavier. Ele foi o segundo reforço anunciado pelo clube para a temporada 2018 (além dele chegam Arouca, Erik, Ricardo Oliveira e Róger Guedes) e deve começar o próximo ano como titular. Outras opções são Carlos César, Alex Silva e Patric, que volta de empréstimo e deve ser reintegrado.






Fonte: Super Esportes