Postado em segunda-feira, 18 de janeiro de 2016 às 01:47

Estudo classifica os imóveis de baixo investimento como a melhor opção em Alfenas

 Da Redação

Alfenas está na 559ª posição para investimento em imóveis num ranking que considera 1 mil municípios no Brasil, com população inferior a 1 milhão de habitantes. E a melhor opção para investimentos imobiliários é os de “baixo padrão”. A análise é da consultoria Prospecta Inteligência Imobiliária que fez o levantamento em 99% das cidades brasileiras em uma parceria com o site Exame.com.

O levantamento, divulgado pela Exame.com, procurou indicar as melhores cidades para investimento em imóveis, detalhando as características da demanda de cada uma delas. Ao todo, 5.553 cidades foram analisadas.

A pesquisa classificou os imóveis como alto, médio e baixo padrão e, para cada uma dessas, fez uma indicação. Para os imóveis de “baixo padrão”, o investimento em Alfenas foi considerado “ótimo” pela consultoria. Para os investimentos em imóveis de médio padrão, a classificação é “bom”, enquanto que os de “alto padrão” receberam a indicação “regular”.

Na 559ª colocação no ranking, o indicador para Alfenas ficou em 0,426, abaixo das três maiores cidades do Sul de Minas, que receberam classificação “ótimo” para os três padrões de imóveis (alto, médio e baixo). A melhor colocação no indicador no Sul de Minas foi a de Varginha, que alcançou a 104ª colocação no ranking, enquanto Pouso Alegre ficou com a 214ª posição e Poços de Caldas, a 224ª colocação.

Oportunidades são menos óbvias

Em comparação à primeira edição do estudo, divulgada em janeiro de 2015, é possível observar que as pontuações das cidades ficaram mais baixas, o que indica que o nível de atratividade diminuiu no primeiro semestre.

Mesmo com essa piora, Cristiano Rabelo, diretor da Prospecta, afirma que o mercado ainda oferece boas oportunidades, mas elas não são mais tão óbvias quanto antes. “A crise mostra que para encontrar oportunidades não adianta mais seguir a manada e estar onde a oferta está. Quem determina o preço é quem compra, por isso o investidor deve identificar onde estão os compradores e oferecer o que eles buscam”, diz.

Na ponta da cadeia

O estudo segue um conceito diferente de análise do mercado imobiliário ao avaliar a demanda de cada região, em vez de se concentrar na oferta, transportando a análise do momento presente para o futuro.

Assim, em vez de mostrar o preço médio dos imóveis e outras informações que dizem respeito às unidades que já foram ofertadas, o indicador analisa quem está na ponta da cadeia, isto é, os consumidores, destacando as regiões do país cujas populações têm mais condições de adquirir produtos imobiliários em um futuro próximo.

Para refletir as mudanças provocadas pela crise no mercado imobiliário, foram acrescentadas duas variáveis de análise à esta versão do estudo: o aumento da desocupação, que afeta a capacidade de compra da população local; e o número de financiamentos imobiliários contratados, já que quanto maior esse volume, menor é o espaço para novas compras.

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